A vida de Jack e Rose após Titanic (Se o navio não houvesse afundado)

Foi apenas um sonho

Adoro cinema comercial, ou cinemão pipoca, como é mais conhecido. Sou fã confesso de Michael Bay (Transformrs) e de Steven Spielberg. Porem, gosto muito de filme mais calmos, dramas pesados, filmes que nos trazem alguma mensagem, enfim, filmes mais “sérios”. Não é atoa que Beleza Americana está entre meus filmes favoritos.

Ontem fui ver o comentadíssimo “Revolutionary Road” (Aqui no Brasil com o titulo que mais lembra um filme qualquer de Supercine – Foi apenas um sonho). O filme reúne depois de 13 anos Leonardo Di Caprio e Kate Winslet, o casal do maior filme de todos os tempos (Titanic), é dirigido por Sam Mendes (Beleza Americana), e está concorrendo a três Oscar. Pensei comigo: “Esse filme só pode ser bom!”, mas não é.

Foi apenas um sonho é uma chatice de primeira grandeza. Um filme que tem lá seus momentos, mas no geral dá sono, e muito. O filme é basicamente sobre pessoas infelizes, aqui Sam Mendes volta ao tema da família que parece ser perfeita se vista de fora, mas na verdade todos se odeiam, abordado magnificamente em American Beauty.

Frank e April, se mudam para a Revolutionary Road do titulo. Ele tem um trabalho que odeia, na mesma empresa que o pai trabalhou por 20 anos. Ela, uma dona de casa insatisfeita tem o sonho de ir morar em Paris. O casal briga o tempo todo e é só isso que é mostrado no filme. Você sempre acha que algo surpreendente vai acontecer, mas nada acontece. Quando já estava perto de dá aquela cochilada, ao mesmo tempo que pensava seriamente em abandonar a sessão, eis que chega o personagem mais interessante do filme, Michael Shanno (Jonh Givings está concorrendo ao Oscar de Ator coadjuvante por esse papel), um matemático que ficou meio louco depois de um tratamento de choque, no sentido literal, recebido em um sanatório. Filho da corretora que vendeu a casa aos Wheelers, ele é o único que consegue perceber o quão infelizes são todos a sua volta, e seus comentários são sensacionais.

A partir daí o filme melhora. Abril continua com seus planos de ir a Paris, apóia pelo marido, enquanto seus vizinhos e amigos, acostumados com suas vidas chatas e sem sentido acham aquilo uma loucura. Tudo muito bem ate que Frank é promovido no trabalho, e April engravida. As brigas agora ganham um outro rumo. April quer abrir mão do filho por causa de seu sonho, Frank acha que é possível ser feliz em Revolutionary Road.

Esperei uma reviravolta no final, que não houve, ou mesmo um final mais otimista, que não houve também. Ao contrario de outros filmes que costumam mostrar personagens que vão evoluindo (de uma forma ou de outra) com o tempo, aqui ao fim da projeção, percebemos que continuam todos iguais em suas vidinhas sem graça.

O filme dos deixa uma mensagem sim: não se prenda a um trabalho que você não gosta por comodismo, ou só porque ele trás estabilidade; não viva uma vida medíocre, e o mais importante, não tenha sonhos, pois eles não nos levam a lugar algum. Tenha objetivos, metas, mas nunca sonhos.

 

Nota: 7

 

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