Filmes que não são de todo ruins, mas que poderiam ser melhores.

 

Tive a idéia de escrever sobre isso ontem, após sair da sessão de Coração de Tinta - Fantasia com Brendan Fraser baseada no best seller de Cornelia Funke. O filme deixa aquela sensação que poderia ter sido bem melhor, isso porque a historia é muito interessante, o argumento principal - homem que dá vida a personagens de livros quando o lê em voz alta - é muito interessante, mas há algo no filme que não funciona.

Fiquei com muita vontade de ler o livro, ou melhor, os livros, já que são 3. Porém o filme possue algumas falhas seja no roteiro seja na direção que comprometem o resultado final. Mo (Fraser) é um pai superprotetor apaixonado por livros, que roda o mundo em busca de um livro em particular, Coração de tinta. Isso porque Mo, 9 anos antes leu esse livro em voz alta, e trouxe das paginas do livro Dedo Empoeirado - um malabarista egoísta, que quer voltar para as paginas do livro - e Capricórnio ( vivido por Andy Serkis, o Gollum de O Sr. Dos Aneis). Acontece que para toda ação existe uma reação, cada vez que Mo trás alguém do mundo dos livros, alguém do nosso mundo vai para lá, e no caso, a felizarda (ou não) foi sua mulher Teresa.

Mo passa todo esse tempo procurando o livro, para descobrir uma maneira de trazer sua mulher de volta. Capricórnio, que se adaptou muito bem ao nosso mundo, quer obrigar Mo a ler para ele, Dedo Empoeirado vai fazer de tudo para reencontrar a mulher que deixou nas paginas do livro. O que falta para o filme, seria mais emoção: colocar os personagens em perigo, fazer-los explorar mais suas habilidades, para que o telespectador se envolvesse mais com a historia. Ao invés disso, somos apresentados a soluções fáceis, de personagens muitas vezes estúpidos e superficiais.

Sinceramente, nas mãos de um diretor melhor o filme renderia muito mais.

 

O maior astro dos cinemas de todos os tempos, segue com sua media de dois filmes por ano, e nos presenteia com um excelente drama. Estou falando de Will Smith e seu novo filme (Sim, o filme é dele, e todos só vão assistir por causa dele): Sete vidas. É difícil falar sobre esse filme, sem estragar as surpresas. Dirigido por Gabriele Muccino (que repete a parceria com Will, feita em "A procura da felicidade"), o filme conta a historia de Ben, homem que está disposto a mudar a vida de 7 pessoas. Só que para isso, Ben quer ter certeza que essas pessoas são merecedoras de tal mudança e resolve investigar a vida de cada uma delas.

Uma das "investigadas" é Emily, vivida pela ótima Rosário Dawson, a quem Ben acaba se apegando e se apaixonando. O grande diferencial do filme está em como ele ira mudar essas vidas, e qual a sua motivação, o que quem for esperto consegue perceber antes da metade do filme, e quem não prestar atenção vai ficar "voando" o filme inteiro.

O filme que começa de uma forma interessante e termina de uma forma emocionante, dá uma derrapada justamente no meio. Talvez o romance entfe Ben e Emily tenha sido explorado demais, ou faltou algo para tornar a coisa mais interessante, só sei que o protagonista se distancia por muito tempo de seu objetivo principal, o que torna o filme um pouco longo e cansativo.

 

Nos últimos anos, acredito que as formas de contar histórias que cresceram mais, foram os quadrinhos e os livros. Quase não se encontra mais um roteiro original, tudo é adaptado. Sem contar que esses formatos praticamente não sofrem com a pirataria (alguém já tentou ler um livro scaneado), e por isso sempre surgem fenômenos de vendas. E só mesmo esses burburinhos que certos livros causam, para explicar o sucesso de certos filmes. É o caso de Crepúsculo.

O filme custou humildes $35 mi, e arrecadou mais de $150mi só nos EUA. Tudo isso por causa de Bella, adolescente como outra qualquer, que é mandada para morar com o pai, que mora lá onde Judas perdeu as botas, e lá se apaixona por Edward. Tudo muito bom, tudo muito bem ate ela descobrir, via google que ele na verdade é um vampiro. Bastou isso para serem vendidos mais de 5 milhões de copias, serem lançados mais 3 livros sobre o casal, sendo que um quinto livro esta a caminho (nesse veremos a historia do primeiro livro, do ponto de vista de Edward).

Ambos, filme e livro, são assumidamente para meninas apaixonadas. Mas bem que poderia funcionar para meninos também, ne? O que falta no filme é ação. Para quem leu o livro, acredito que funcione, pois vai ver o filme na intenção de ver na tela tudo que imaginou quando leu o livro. Porem, nem tudo que funciona nos livros funciona no cinema (Vide Código da Vinci que é bem fiel ao livro, e ruim), e para quem não leu Crepúsculo (eu), o filme mais parece um romance adolescente que mistura "malhação" e "HSM", com um toque de "Anjos da Noite".

O filme não é ruim, e é muito bem contado, mas o romance entre os dois vai se tornando meio chato com o passar do tempo, afinal o filme tem duas horas de duração, sendo uma hora e meia só de blá-blá-blá, e quando começa a ficar bom, acaba. Fim do ano tem mais.

 

Dos filmes citados, esse é o melhor, em minha opinião: Madagascar 2. Continuação do sucesso de 2005, o filme é bem mais engraçado que o original, mas ainda assim deixa a desejar. Para começar o filme é curto demais: 80 minutos não são suficientes para contar tantas historias paralelas, o que faz o filme parecer mais um episodio de um serie que ta longe de acabar.

A bordo de um avião construído pelos pingüins (que de tanto roubarem a cena no primeiro filme, aqui ganham uma participação bem maior), Alex e Cia. tentam mais uma vez voltar para casa. Após uma aterrissagem de fazer rolar de rir, eles descobrem que foram parar na África, numa reserva florestal. Lá Alex reencontra sua família, e cada um dos personagens se envolve numa trama própria, o que culmina com a falta de água na reserva, provocada por humanos.

O grande problema do filme é mesmo não entregar um final digno, o que nos leva a crer que caso a Dreamworks ache satisfatório os $517,016,810 arrecadados ate o momento, vai haver mais uma continuação. O que não seria nenhuma surpresa, já que tudo nos dias de hoje é trilogia.

 

Coração de tinta: 7,5

Sete vidas: 8,0

Crepúsculo: 7,5

Madagascar 2: 8,5.

Maiores bilheterias do ano – parte 10

The Dark Night.

 

O filme mais lucrativo de 2008, será relançado em 2009, inclusive no Brasil. Isso porque, os produtores tem grande esperança que o filme consiga boas indicações para o Orcar. O filme mais lucrativo do ano, é também considerado o melhor filme do ano, por muitos, e a melhor adaptação de quadrinhos de todos os tempos. O filme mais lucrativo do ano, arrecadou $994,896,852, se tornou a 4º maior bilheteria de todos os tempos, teve uma das interpretações mas marcantes, e se chama Batman - O Cavalheiro das Trevas.

Para entender todo o impacto causado por esse filme, é preciso levar em consideração o verdadeiro Batman. Não aquele Batman do seriado, ou dos filmes dos anos 80 e 90, mas o verdadeiro Batman, dos quadrinhos, assim como o verdadeiro Coringa e assim por diante. O filme pega elementos primordiais dos quadrinhos, os eleva e enésima potencia e os lança na tela em seqüências de encher os olhos. Tudo em The Dark Night (Nome original do filme) é perfeito. Os atores dão um show, as cenas de ação são ótimas, a historia é fantástica, sem contar o insano coringa apresentado por Christian Nolan.

Eu odiava Batman. Para começar pela constante mudança dos atores, achava os vilões por demais ridículos, e a coisa como um todo, galhofada demais. Batman - Begins foi o primeiro filme do herói que eu fui curtir no cinema, e não me arrependi, realmente aquele filme era um recomeço. Alem de ser um filme extremamente realista, você percebe que tudo nele é levado muito a serio. Aprovado.

Eis que algum tempo depois, anunciam que Heath Ledger viveria o coringa e minha cabeça explodiu. Como assim, aquele cara de filmes para adolescente fazendo o vilão mais conhecido do universo Batman? Semanas depois vaza primeira foto do ator já com a maquiagem do vilão e minha cabeça explode uma segunda vez. O que é que é isso, cara? O maior vilão de todos os tempos? E não é que eu estava certo...

Há um ano atrás, anunciam a morte de Heath Ledger e minha cabeça explode de novo. Que chato ele ter morrido, mas que bom que as filmagens de Batman já estavam finalizadas. Sete meses depois o filme estréia batendo recordes, com ótimas criticas e tal, e minha cabeça...bom, você já sabe. O filme estreou em minha cidade somente com copias dubladas! Nada contra dublagem, principalmente a brasileira que está entre as melhores do mundo, mas ver TDN dublado, principalmente as cenas em que o Coringa aparece é um atentado aos Nerds! Tudo que eu queria era ouvir o "Why so serius?" tão anunciado nos trailers.

Finalmente mês passado, comprei o DVD, e pude ver o filme legendado e com mais calma. Parece que quanto mais você assiste, mais você gosta e mais você quer assistir. Esse filme é muito foda!!

Diferente de outros filmes do gênero, ele não tem uma simples historia com começo, meio e fim. O filme é intenso o tempo todo, com varias coisas acontecendo ao mesmo tempo. O Coringa não faz falta, mas quando aparece, rouba todas as atenções para si. Ninguém fica devendo, em nada! Se não der Batman no Oscar, o que eu acredito que vá acontecer, vide as indicações para o Globo de Ouro, é marmelada.

Que o filme é bom, todo mundo sabe, só o que não se sabe é se o filme teria tamanha publicidade e sucesso se Heath Ledger não tivesse morrido.

 

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